25/03/2026 - Pesquisadores resgatam cachalote-anão encalhada na Ilha do Mel
Pesquisadores realizaram, na manhã desta terça-feira (24), o resgate de uma baleia cachalote-anã (Kogia sima) de mais de dois metros de comprimento na Ilha do Mel, em Paranaguá, litoral paranaense.
A espécie de raramente é encontrada em regiões próximas da costa e foi resgatada com vida pela equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
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De acordo com os pesquisadores, o animal é uma fêmea jovem. A cachalote-anão é uma espécie de cetéaceo — mamífero marinho da família das baleias e golfinhos.
Depois de estabilizar a cachalote-anão ainda no local, os pesquisadores do LEC transportaram o animal até o Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde da Fauna Marinha (CReD/UFPR), em Pontal do Paraná, a cerca de 20 km da ilha.
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“Estamos realizando todos os procedimentos necessários para estabilizar o animal, com suporte intensivo e monitoramento contínuo", afirma Felipe Fukumori, médico veterinário do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e do LEC-UFPR.
A equipe identificou machucados e mordidas na fêmea de cachalote-anão. De acordo com o LEC, as marcas indicam para um ataque de tubarão-charuto (Isistius brasiliensis), predador de até 85 cm conhecido por atacar golfinhos e baleias.
Equipe do LEC-UFPR realizou o resgate de uma fêmea de cachalote-anão na manhã desta quarta-feira, na Ilha do Mel
LEC-UFPR
Espécie pouco conhecida
Os cachalotes-anões têm entre 2 e 2,7 metros de comprimento e podem pesar até 270 quilos. É uma das três espécies registradas de baleia cachalote, ao lado do cachalote-pigmeu (Kogia breviceps), de até quatro metros, e do cachalote (Physeter macrocephalus), que pode pesar mais de 40 toneladas.
A baleia resgatada no litoral do Paraná habita regiões distantes da costa e é pouco conhecida em comparação a outras espécies.
“Por ser um animal de hábitos oceânicos e discreto, muitos dos registros que temos nacionalmente estão relacionados às situações de encalhe", aponta a gerente operacional do PMP-BS/LEC-UFPR, Liana Rosa.
Animal segue sob cuidados especializados no Centro de Estudos do Mar (CEM-UFPR), em Pontal do Paraná
LEC-UFPR
"Cada ocorrência representa uma oportunidade importante de coleta de dados e compreensão sobre a biologia e as ameaças enfrentadas pelas espécies marinhas”, afirma.
*Com colaboração de Rodrigo Matana, estagiário do g1 Paraná, sob supervisão de Douglas Maia.
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